Homens armados invadem prédio de revista em Paris e matam 12 pessoas

Um ataque terrorista em Paris nesta quarta-feira (7) deixou a França em alerta máximo. O atentado foi no escritório de uma revista francesa. Doze pessoas morreram e 20 estão feridas. A imprensa do país diz que entre as vítimas estão dois dos mais famosos cartunistas do país. A segurança foi reforçada nos meios de transporte, em áreas de comércio e nos prédios onde funcionam outros órgãos de imprensa.
Os assassinos ainda estão soltos. A polícia acredita que são três. O governo convocou uma reunião de emergência. Segundo relatos, pelo menos dois atiradores invadiram a sede da revista Charlie Hebdo e chamaram os funcionários pelos nomes antes de disparar contra eles. Os atiradores usaram metralhadoras de fabricação russa.
Depois dos disparos, eles teriam gritado “vingamos o profeta”, uma referência às caricaturas do profeta Maomé que a revista já publicou. Os terroristas foram flagrados por pessoas que estavam na região.
ATENTADO EM PARIS

Ataque a sede de revista matou 12 pessoas
O ataque não ficou restrito apenas ao prédio. Imagens mostram o momento em que dois homens armados com metralhadoras atiram em uma pessoa no meio da rua e depois entram no carro. Os feridos foram rapidamente levados pelos serviços de emergência.
Uma grande caçada por Paris começou e pelo menos 300 soldados fortemente armados foram colocados em ação.
A polícia disse que os homens abandonaram o carro em que estavam e pegaram outro após o ataque. Todos os vídeos feitos por câmeras de segurança estão sendo checados. A polícia acredita que vai localizar os suspeitos.
O presidente da França, François Hollande, visitou o local e disse que não há dúvidas de que se trata de um ataque terrorista contra jornalistas e contra a liberdade de expressão. Ele aumentou o alerta de segurança para o nível máximo.
Em Londres, o primeiro-ministro David Cameron condenou o atentado. Ele garantiu que a Grã-Bretanha está ao lado da população francesa na luta contra o terror e na defesa da liberdade de imprensa e da democracia.
Outros ataques
Esse não foi o primeiro ataque à revista Charlie Hebdo. Em novembro de 2011, uma bomba foi lançada contra o escritório, um dia depois da publicação de uma caricatura do profeta Maomé. Ninguém ficou ferido, mas os responsáveis nunca foram pegos.
Hoje cedo, a revista havia publicado nas redes sociais uma charge de um líder do grupo extremista Estado Islâmico. Era dia de reunião para decidir os assuntos da semana. O escritório estava cheio, o que indica que os terroristas tinham planejado o ataque para atingir o maior número possível de pessoas.
Cartunistas famosos estão entre os mortos
Os terroristas tinham um alvo muito claro: os funcionários da revista. Entre os que morreram estão quatro cartunistas conhecidos na França e famosos no mundo inteiro. O editor da revista também morreu.
Os especialistas de segurança ouvidos pelos jornalistas europeus analisaram as imagens feitas por testemunhas e destacaram o alto nível de treinamento dos assassinos.
O jeito de segurar as armas, a precisão dos tiros e até a calma com que entraram no carro depois do ataque chamaram a atenção.
São detalhes que tornam o massacre ainda mais assombroso e levantam questões sobre a segurança na França e em outros países.
Repercussão no mundo
O presidente Barack Obama condenou o que chamou de tiroteio horrendo em Paris. Ele reafirmou a aliança histórica com a França e disse que os Estados Unidos darão toda ajuda necessária para levar esses terroristas à justiça.
O porta-voz da Casa Branca afirmou ainda que não há nenhuma intenção de fechar a embaixada americana em Paris, que fica perto do local do ataque. O porta-voz declarou que não sabe quem está por trás do ataque, mas lembrou que o grupo Estado Islâmico vem recrutando pessoas de várias partes do mundo para que cometam ataques em seus próprios países.
No site do jornal New York Times, a manchete principal é: “homens armados matam 12 em jornal em Paris”. A página traz a foto do socorro de um dos feridos. O site do Washington Post também estampa uma foto do atendimento médico e destaque que Paris está em alerta após a fuga dos responsáveis pelo pior ataque terrorista na França em duas décadas.
O governo da Espanha condenou o que chamou de “ato terrorista vil e covarde” e prestou solidariedade ao povo francês.
A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, disse que o ataque não atingiu só os cidadãos franceses, mas também a liberdade de expressão e de imprensa.
O Vaticano usou palavras semelhantes: chamou o ataque de abominável e de violência dupla, porque é contra as pessoas e a liberdade de expressão da imprensa.
A Liga Árabe e uma das autoridades islâmicas mais respeitadas do mundo, o Al-Azhar, do Egito, também condenaram os ataques contra a revista francesa.
A presidente Dilma Rousseff classificou o atentado como sangrento e inaceitável. Disse que é um ataque a uma sociedade democrática, de liberdade de imprensa.
g1
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