Conheça o Zé, meu Brasil! Vamos realizar seu sonho de voltar a andar!

Ele é saboeirense, tem 56 anos, e sonha em conseguir pernas mecânicas pra voltar a andar, livre da cadeira de rodas que se tornou suas pernas depois de passar por várias cirurgias mutiladoras por causa da gangrena em seus membros superiores e inferiores, doença provocada pelo uso de álcool e tabaco por anos seguidos.

Em Saboeiro todo mundo o conhece, pessoa humilde, de vida, hábitos e gostos simples, cujas dificuldades enfrentadas em sua vida e limitações impostas pela doença que lhe tirou as duas pernas, uma mão e um dedo da outra mão que lhe sobrou não conseguiu tirar dele um sorriso tranquilo e a vontade de viver.


O Zé:

José Gomes da Silva, o Zé, é natural de Saboeiro. Quem o conheceu desde a infância o chama Zé do Adelino, referência à seu pai, Adelino Alves de Souza. Sua mãe se chamava Maria Gomes da Silva (ambos falecidos). A família morou nos sítios Minador, Serra do Flamengo e depois Sítio Açudinho.
Zé nasceu no dia 08 de outubro de 1956. É casado com a agente de saúde Maria Eliesse da Silva. O casal que tem 7 filhos e 7 netos, mora hoje na Rua Barão de Aquiraz Nº 83, numa das casas mais tradicionais da cidade, o único casarão que ainda conserva na fachada a pintura original onde foi adicionado milhares de claras de ovos à tinta para dar efeito de acabamento, com uma textura macia e brilhante. O casarão que desperta o interesse de historiadores, pesquisadores e estudantes é uma herança do saudoso Padre Geraldo Slag, que passou a casa para o nome do Zé pouco tempo antes de falecer, em 1999. Já havia dois anos que o padre tinha dado a casa para a família morar, mas com a gravidade de sua doença, doou ainda em vida para assegurar o patrimônio à família de sua simpatia, de acordo com a generosidade do seu grandioso coração.
A doença:
Gangrena é uma complicação de uma necrose isquémica (falta de suprimento sanguíneo, e consequente falta de oxigénio) das extremidades (braço, mão, perna, pé), e seguida de invasão bacteriana e putrefação. Em grande parte dos casos é necessário amputação.
Os primeiros sinais e sintomas da doença se manifestaram no final da década de 80. Zé sentia dor, dormência, a sensação de agulhas ou espinhos enfiados nos dedos dos pés, sensação de calor embora as extremidades fossem frias, com perda de sensibilidade.  Em 1989 foi realizada a primeira cirurgia, onde foi amputado o dedo mínimo do pé  direito.
Ao todo foram oito cirurgias. A segunda já aconteceu  um mês após a primeira, onde foi amputado a metade do pé direito. Dez dias depois, foi preciso fazer a terceira cirurgia. Dessa vez o médico decidiu amputador a perna direita do Zé, na altura de 2 a 3 cm acima do joelho.
Longe do sofrimento acabar, nove meses depois de amputar a perna direita, Zé teve que amputar a perna esquerda, na mesma altura que a direita. Foi essa então a quarta cirurgia.
Alguns anos se passaram, e a doença voltou a se manifestar. Em 1997, o tormento recomeçou, nas mão direita. Então foi amputado metade do polegar direito, e três ou quatro dias depois o restante do polegar. (Foi nessa época que reencontrei o Zé, pois eu lembrava de sua família quando eu ainda era criança, e morávamos todos no Sítio Minador. Eu trabalhava como auxiliar de enfermagem no hospital de Saboeiro, e sou testemunha do sofrimento, dos gritos de dor, e de uma cena que nunca esqueci, o seu filho mais novo, ainda um menino, conduzindo a cadeira de rodas do pai pra um lado e outro do corredor do hospital, mais ou menos imitando o que a gente faz quando tá com uma dor grande que podemos nos movimentar, e não aguentamos ficar parado).
Foram dias de muito sofrimento no hospital, e Zé teve que se submeter à sétima cirurgia para amputação da mão direita, três meses depois da retirada do polegar. Foi nessa época que a família decidiu vir morar em Saboeiro e encontrou o apoio do Pedre Geraldo, que lhes ofereceu um teto para morar.
A oitava cirurgia, enfim, aconteceu dois meses depois da amputação da mão direita. Foi retirado o dedo médio da mão esquerda.
O sonho do Zé
Em todos esses anos, Zé alimenta o sonho de conseguir as pernas e uma mão mecânica. Incentivado por amigos e familiares, ele sempre procurou ajuda em rádios, já escreveu para os programas do Gugu, do Luciano Huck, e agora procurou o nosso blog. Estive uma tarde dessas em sua residência, onde eu, o Zé e sua esposa Eliesse, relembramos cada etapa da doença que castigou tão severamente esse conterrâneo.
O apelo:
“Meus queridos irmãos brasileiros,
Meu pai sempre me ensinou que a esperança é a última que morre, e que devemos correr em busca dos nossos sonhos. Sou grato a Deus que preservou a vida, à minha família que esteve do meu lado o tempo todo, aos profissionais que cuidaram de mim, ao Padre Geraldo que me deixou esta casa que para mim tem um valor sentimental maior que o valor material, mas eu trago comigo um sonho que sozinho não poderei realizar.
Quando eu durmo, eu sonho caminhando, quando acordo eu penso em poder dar alguns passos. Não acredito no impossível, por isso, irmãos, peço que a quem Deus tocar no coração, que possa me ajudar com qualquer valor, porque o muito sem Deus é nada, e o pouco com Deus é muito. O pouco de cada um, juntos, será o suficiente. Quem puder colaborar com qualquer valor, ainda que seja um real, vai me aproximar mais do meu sonho distante.
Que todo o meu sofrimento sirva de exemplo para os que abusam da bebida e do fumo. E que minha esperança seja motivo para Deus trabalhar no coração de quem tome conhecimento da minha luta. De coração eu agradeço a boa intenção de quem possa me ajudar, e oração daqueles que entregarem o meu propósito nas mãos de Deus.
Muito obrigado,
José Gomes.”
Colaboração do Blog:
Eu me emocionei muito na tarde que estive com o casal Zé e Eliesse. Eu conhecia muito de perto a história que trouxe muito sofrimento à todos, mas desconhecia a luta não bem sucedida até aqui do Zé para realizar o sonho de andar com pernas mecânicas.
Eu acredito na solidariedade humana. Acredito no agir de Deus, e se este for um instrumento que ajude meu amigo Zé a conquistar o que mais deseja, eu vou ficar imensamente feliz.
Então, quem puder, colabore enviando para a conta abaixo qualquer valor. Me comprometo a divulgar periodicamente o balanço das entradas nessa conta, para que todos possam saber a quantos passos está a realização do sonho do Zé.
Deposite qualquer valor:
Conta Corrente: 5.249-3  Agência: 4375-3  Banco do Brasil
Titular: José Gomes da Silva.
Meus amigos de Saboeiro, leitores do Blog Saboeiro Existe, ajudem, por favor!!
Se você tem facebook, compartilhe o link dessa matéria, por favor!
(Matéria reeditada)
Assista o vídeo que produzimos para a campanha:
A doença:
Gangrena é uma complicação de uma necrose isquémica (falta de suprimento sanguíneo, e consequente falta de oxigénio) das extremidades (braço, mão, perna, pé), e seguida de invasão bacteriana e putrefação. Em grande parte dos casos é necessário amputação.
Os primeiros sinais e sintomas da doença se manifestaram no final da década de 80. Zé sentia dor, dormência, a sensação de agulhas ou espinhos enfiados nos dedos dos pés, sensação de calor embora as extremidades fossem frias, com perda de sensibilidade.  Em 1989 foi realizada a primeira cirurgia, onde foi amputado o dedo mínimo do pé  direito.
Ao todo foram oito cirurgias. A segunda já aconteceu  um mês após a primeira, onde foi amputado a metade do pé direito. Dez dias depois, foi preciso fazer a terceira cirurgia. Dessa vez o médico decidiu amputador a perna direita do Zé, na altura de 2 a 3 cm acima do joelho.
Longe do sofrimento acabar, nove meses depois de amputar a perna direita, Zé teve que amputar a perna esquerda, na mesma altura que a direita. Foi essa então a quarta cirurgia.
Alguns anos se passaram, e a doença voltou a se manifestar. Em 1997, o tormento recomeçou, nas mão direita. Então foi amputado metade do polegar direito, e três ou quatro dias depois o restante do polegar. (Foi nessa época que reencontrei o Zé, pois eu lembrava de sua família quando eu ainda era criança, e morávamos todos no Sítio Minador. Eu trabalhava como auxiliar de enfermagem no hospital de Saboeiro, e sou testemunha do sofrimento, dos gritos de dor, e de uma cena que nunca esqueci, o seu filho mais novo, ainda um menino, conduzindo a cadeira de rodas do pai pra um lado e outro do corredor do hospital, mais ou menos imitando o que a gente faz quando tá com uma dor grande que podemos nos movimentar, e não aguentamos ficar parado).
Foram dias de muito sofrimento no hospital, e Zé teve que se submeter à sétima cirurgia para amputação da mão direita, três meses depois da retirada do polegar. Foi nessa época que a família decidiu vir morar em Saboeiro e encontrou o apoio do Pedre Geraldo, que lhes ofereceu um teto para morar.
A oitava cirurgia, enfim, aconteceu dois meses depois da amputação da mão direita. Foi retirado o dedo médio da mão esquerda.
O sonho do Zé
Em todos esses anos, Zé alimenta o sonho de conseguir as pernas e uma mão mecânica. Incentivado por amigos e familiares, ele sempre procurou ajuda em rádios, já escreveu para os programas do Gugu, do Luciano Huck, e agora procurou o nosso blog. Estive uma tarde dessas em sua residência, onde eu, o Zé e sua esposa Eliesse, relembramos cada etapa da doença que castigou tão severamente esse conterrâneo.
O apelo:
“Meus queridos irmãos brasileiros,
Meu pai sempre me ensinou que a esperança é a última que morre, e que devemos correr em busca dos nossos sonhos. Sou grato a Deus que preservou a vida, à minha família que esteve do meu lado o tempo todo, aos profissionais que cuidaram de mim, ao Padre Geraldo que me deixou esta casa que para mim tem um valor sentimental maior que o valor material, mas eu trago comigo um sonho que sozinho não poderei realizar.
Quando eu durmo, eu sonho caminhando, quando acordo eu penso em poder dar alguns passos. Não acredito no impossível, por isso, irmãos, peço que a quem Deus tocar no coração, que possa me ajudar com qualquer valor, porque o muito sem Deus é nada, e o pouco com Deus é muito. O pouco de cada um, juntos, será o suficiente. Quem puder colaborar com qualquer valor, ainda que seja um real, vai me aproximar mais do meu sonho distante.
Que todo o meu sofrimento sirva de exemplo para os que abusam da bebida e do fumo. E que minha esperança seja motivo para Deus trabalhar no coração de quem tome conhecimento da minha luta. De coração eu agradeço a boa intenção de quem possa me ajudar, e oração daqueles que entregarem o meu propósito nas mãos de Deus.
Muito obrigado,
José Gomes.”
Colaboração do Blog:
Eu me emocionei muito na tarde que estive com o casal Zé e Eliesse. Eu conhecia muito de perto a história que trouxe muito sofrimento à todos, mas desconhecia a luta não bem sucedida até aqui do Zé para realizar o sonho de andar com pernas mecânicas.
Eu acredito na solidariedade humana. Acredito no agir de Deus, e se este for um instrumento que ajude meu amigo Zé a conquistar o que mais deseja, eu vou ficar imensamente feliz.
Então, quem puder, colabore enviando para a conta abaixo qualquer valor. Me comprometo a divulgar periodicamente o balanço das entradas nessa conta, para que todos possam saber a quantos passos está a realização do sonho do Zé.
Deposite qualquer valor:
Conta Corrente: 5.249-3  Agência: 4375-3  Banco do Brasil
Titular: José Gomes da Silva.
Meus amigos de Saboeiro, leitores do Blog Saboeiro Existe, ajudem, por favor!!
Se você tem facebook, compartilhe o link dessa matéria, por favor!
(Matéria reeditada)
Assista o vídeo que produzimos para a campanha:
Viver era o que eu mais sabia
Eu brincava eu corria, pelos palcos da vida
Andei pra cumprir meu destino
E voltei ser menino, não encontro saída
Meus passos se afastaram de mim
Mas eu posso ouvir, e sentir os meus passos
Com eles foram minhas vontades
Minha paz de verdade e eu fiquei aqui
Meus passos onde estão os meus passos
Que esqueceram meu corpo, que é levado
nos braços
Meu Deus um pedido eu queria fazer
Se um dia o senhor me atender, devolva meus passos
Eu sei que o caminho é comprido
Tenho tantos amigos, que a fé me eleva
Meus pés se afastaram do chão
Mas o meu coração segue andando esta Terra”
Onde Estão os Meus Passos- Barrerito
(Música preferida do Zé)
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