Bando armado invade casa e cadeia e mata três homens

Os bandidos, usando balaclavas (capuz), invadiram o local onde funciona a Cadeia Pública e o Destacamento da PM e mataram dois detentos
FOTO: LUCAS DE MENEZES
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A Polícia está investigando a sequência de mortes ocorrida, na madrugada de ontem, no Município de Mulungu, no Maciço de Baturité. Duas das três execuções ocorreram dentro da Cadeia Pública local. A outra vítima, Francisco Wagner Bezerra da Silva, 24, tombou morta, na localidade de Lameirão. Ele é irmão do suspeito de ter matado o policial militar do Ronda do Quarteirão, André Ribeiro de Carvalho, 30, na madrugada de segunda-feira.

Francisco Magno Ferreira Bezerra da Silva, 26, foi preso logo após a morte do militar. Ele foi encaminhado à Delegacia de Capturas e Polinter (Decap), onde permanece preso. Conforme informações prestadas no destacamento local, a PM teria sido acionada e compareceu ao clube ‘Forró na Chapada’ para tentar conter Magno Silva, que tinha provocado um tumulto. Para prevenir novas confusões, ele foi posto para fora da festa.

O rapaz, não se conformou com a ação policial e teria ido em casa pegar uma arma. Ele disparou um tiro contra a nuca de André Carvalho, que morreu na hora. O caso levantou suspeitas, que foram ventiladas nas ruas da cidade e em redes sociais, de que as três mortes subsequentes teriam sido uma retaliação à morte do policial.

A Polícia local nega e diz que a motivação das execuções foi outra. As vítimas teriam problemas com um homem, identificado pelo apelido de ‘Cara de Macaco’. “Este rapaz se aproveitou da situação para tentar jogar a culpa na Polícia, mas a possibilidade de retaliação está totalmente descartada. Provavelmente, o ‘Cara de Macaco’ foi quem planejou todas as mortes. Quando os policiais saíram para atender o ocorrência na localidade de Lameirão, ele e os comparsas se deslocaram até a cadeia e mataram os outros dois lá”, disse o cabo PM Narcélio Pereira.

Durante a manhã, ‘Cara de Macaco’ teria se envolvido no roubo de um automóvel, no Sítio Soledade, conforme o cabo. O veículo, que pertence a um advogado, foi encontrado, horas depois, abandonado em uma estrada carroçável. O suspeito está sendo procurado, por patrulhas da PM, que estão dando apoio nas diligências.

Na Cadeia

O prédio em que funciona à Cadeia Pública de Mulungu é o mesmo em que a PM está instalada. Ao todo, nove policiais militares trabalham na cidade, divididos em três turnos, o que representa apenas três militares de serviço por expediente.

Na cadeia, apenas um agente penitenciário estava de plantão. No momento em que os executores chegaram, cinco pessoas estavam presas. O servidor da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) foi rendido e obrigado a levar os criminosos até a cela em que Adriano Braz Ferreira, o ‘Jacó’; e Antônio Aldean Sousa Moreira, o ‘Dan’ estavam.

“O agente disse que eles chegaram armados com pistolas, dizendo que queriam apenas o ‘Jacó’ e ‘Dan’. Os dois foram executados dentro da cela e os atiradores fugiram”, contou o cabo Narcélio. Adriano Ferreira estava preso, acusado de homicídio e Antônio Moreira, por roubo e receptação. O perito Jeová Lima, da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) informou que 59 tiros de pistolas, calibre ponto 40 e 380, foram disparados contra os três corpos. Por meio de nota, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) informou que a cadeia foi invadida pro um bando de oito homens e que “no momento do incidente, não haviam policiais no plantão externo”.

Violência

A aposentada Maria da Silva disse estar bastante abalada com a situação que está vivendo. Após a notícia de que o neto Magno Silva tinha matado uma pessoa e sido preso, ela presenciou a morte de Wagner Silva, a quem criou como filho. “Arrombaram minha porta e entraram atirando. Se disseram alguma coisa, não ouvi. Fiquei parada. Eu queria andar, mas minhas pernas não atendiam. Na hora que chegaram, o Wagner estava dormindo em um colchão, no chão. Acho que nem percebeu que sua hora tinha chegado, nem se mexeu”.

Conforme uma moradora da Rua Nova, onde fica a Cadeia Pública, as notícias de crimes têm sido cada vez mais frequentes. “Dizem que é a droga que chegou em Mulungu. São muitas notícias ruins de um tempo pra cá. Um vizinho nosso foi morto há menos de um mês e ontem já fomos surpreendidos por uma ‘chuva de balas’. Deu pena ver as crianças que iam para a escola, de manhã, brincando com as cápsulas que acharam no chão”.

fonte DN

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