Quem matou Zé Maria e por que? As respostas a essas perguntas parecem estar próximas

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Ontem foi realizada mais uma audiência no processo criminal que apura a morte da liderança que denunciava a contaminação provocada por agrotóxicos e a grilagem de terras por grandes empresas do agronegócio na Chapada do Apodi (CE).

Mais uma vez, confrontando testemunhas – desta vez dois delegados de polícia, sendo um ex-superintendente da Polícia Civil do Ceará – a denuncia sustentada pela Acusação (MP e Assistentes) se desenha com mais força e clareza: Zé Maria foi morto pois atingiu interesses econômicos, o lucro de meia dúzia de empresas. As testemunhas, requeridas pela Defesa, serviram para reforçar a Acusação.

A “Lei Zé Maria”, que proibia a pulverização aérea de agrotóxicos no município de Limoeiro do Norte, teve vida curta e também foi assassinada, revogada pela Câmara Municipal que a aprovou meses antes. No curto tempo de sua vigência incomodou interesses econômicos e motivou a morte de Zé Maria. Um mês a morte do ambientalista, a lei foi revogada.

Ontem, inquirindo as testemunhas, Juiz, Advogados e Promotores, dez pessoas na pequena sala, ficou mais uma vez registrado, nos autos do processos, uma narrativa que demonstra até onde os interesses econômicos podem chegar: a morte de alguém que defende direitos de todos, o meu e o seu.

Estivesse ou não ao seu lado. Concorde ou não com suas causas ou sua forma de reivindicação. Assassinado, com mais de 20 tiros, por lutar por direitos legítimos (moradia, terra, saúde, trabalho digino, meio ambiente), fundamentado em ações judiciais e pesquisas acadêmicas, a morte de Zé Maria do Tomé representa uma ameaça difusa, a quem, de alguma forma, posso se colocar à frente da sanha do lucro de arrogantes empresas.

Quem matou Zé Maria e por que? As respostas a essas perguntas parecem estar próximas de ser respondidas. Já se passam mais de 5 anos. O Judiciário do Ceará não pode mais demorar e povo cearense não quer mais aceitar impunidade e injustiça.
fonte Direito em Movimento

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