COMBATE AO CRIME ORGANIZADO Vinte e nove detidos em operação no Ceará

Durante as ações no Estado, cerca de quatro toneladas de explosivos e 45 quilos de drogas foram apreendidos


Autoridades das forças de Segurança estiveram reunidas, na manhã de ontem, na SSPDS, para divulgar os números finais da força-tarefa e comentar quais serão as estratégias usadas nas próximas ações
FOTOS: FABIANE DE PAULA

A ‘Operação Integrada – Ação Nordeste’, desencadeada pela Coordenadoria Integrada de Segurança Pública no Nordeste (CISP), na última terça-feira (2) e finalizada na quinta-feira (4), em todos os Estados da Região, foi considerada bem sucedida, pelo Ministério da Justiça. No Ceará, as ações resultaram na prisão de 27 pessoas e na apreensão de dois adolescentes, armas, drogas e quatro toneladas de explosivos, que poderiam estar sendo usados em ataques a bancos. Conforme dados do Ministério da Justiça, durante o tempo em que a ação durou, houve redução dos crimes de homicídios e roubos a veículos, na Região.

O intuito da ação, que ocorreu de forma simultânea, era combater o crime organizado, em suas mais diversas vertentes.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE), um dos principais focos eram os ataques a banco. Por conta disso, 40 estabelecimentos que fazem uso de explosivos foram vistoriados e 13 deles autuados por irregularidades. Ao todo, quatro toneladas de explosivos foram apreendidos pela Polícia.

No Ceará, participaram da ação 1.317 agentes de Segurança Pública, incluindo 860 policiais militares, 204 policiais civis, 40 policiais federais, 157 policiais rodoviários federais, 18 bombeiros militares e 38 integrantes do Exército Brasileiro. Eles realizaram 253 barreiras e bloqueios policiais, que resultaram em 13.275 buscas pessoais e na vistoria de 9.425 veículos. Foram apreendidos 58 veículos, 45 quilos de drogas diversas, oito armas de fogo e 50 munições.

Limite

Para o titular da SSPDS, Servilho de Paiva, não há fronteiras geopolíticas para o crime e isto não deve ser um limite também para a Polícia. “É importante que todo o Nordeste tenha se integrado, com o foco de combater o crime organizado, em especial os assaltos a banco. Com esta grande quantidade de explosivos que foi apreendida, teremos elementos que nos ajudem no combate a este tipo de crime”, disse Paiva.

O secretário disse, também, que a operação conseguiu reunir muitos dados para que sejam feitos melhoramentos, nas próximas ações. “Conseguimos conhecer melhor a problemática do crime organizado em si, no ponto de vista operacional e técnico”, afirmou o titular da SSPDS.

O representante da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), José Messias de Assunção, afirmou que a Instituição participou da operação fornecendo levantamentos feitos acerca dos ataque a banco, e de como os explosivos poderiam estar sendo conseguidos.

“As informações que tínhamos davam conta de horários e ocorrências de ataque aos bancos e os possíveis lugares de onde os explosivos, usados nestes ataques, estavam vindo”, disse.

O superintendente da Polícia Federal no Ceará, Renato Casarini Muzy, informou que mesmo o foco da operação integrada tendo sido os assaltos a banco, os elementos reunidos durante a operação, gerarão uma quantidade razoável de dados para coibir diversos tipos de delitos.

Explosivos

Segundo Casarini, a operação serviu, também, como um alerta para que as empresas que trabalham com explosivos sejam fiscalizadas mais de perto. “Não podemos afirmar que os explosivos usados nos assaltos venham destas empresas, mas há indicativos que isto esteja acontecendo”.

“Índices de crimes despencaram”

Durante a coletiva, realizada na manhã de ontem, no Centro Integrado de Controle e Comando Regional (CICCR), houve uma videoconferência entre o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e os representantes das forças de Segurança dos nove estados do Nordeste. Cardozo deu declarações sobre os resultados da operação e disse que os índices de crimes despencaram na Região, no período compreendido entre o dia 2 e o dia 4.

Em todo o Nordeste, em três dias de operação, 374 pessoas foram presas e 5,2 toneladas de explosivos foram apreendidas, nos nove Estados. Além disso, 218 quilos de drogas foram tiradas de circulação, em mais de 67 mil abordagens.

Segundo Cardozo, houve uma redução de 25% no número de homicídios, 98% nos ataques a banco e 37% nos roubos de veículos. “Não esperava um resultado tão bom como esse. Foi um universo de ações, com resultados excelentes”.

Dificuldades

Os representantes dos outros Estados também participaram da videoconferência e contaram suas experiências com o modo integrado de trabalhar. Em Pernambuco, houve reclamação sobre dificuldades de comunicação, em diversos pontos do Estado, entre os membros das forças de Segurança, por conta de falhas nos serviços de banda larga.

Na Bahia, a Secretaria de Segurança Pública alertou para o uso de drones, por parte dos criminosos, que estariam sendo usados para espionar ações policiais. No Rio Grande do Norte, os agentes comemoraram o fechamento de uma fabriqueta de armas, na Cidade de Mossoró.

A operação foi planejada pela Coordenadoria Integrada de Segurança Pública do Nordeste (CISP), instituída por uma portaria do Ministério da Justiça, no dia 20 de agosto, deste ano. As Polícias federais, rodoviárias federais e a Secretaria de Segurança Pública de todos os Estados do Nordeste são membros permanentes da CISP. Na próxima terça feira, os integrantes da CISP se encontrarão, em Brasília, para analisarem criticamente os andamentos da operação e pensarem nas próximas.

Márcia Feitosa
Repórter

FONTE DN

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