SÉRIE B Derrota fora dos planos

Ceará continua líder, mas sofre gol no final do jogo, mantém a sina no PV e pode até sair do G4 na próxima rodada


Lulinha, que substituiu Magno Alves, sofre falta em lance na partida de ontem
FOTO: KID JÚNIOR

Perder em casa é sempre dolorido, mas nos minutos finais e para um time que não vencia havia quatro rodadas, não estava de forma alguma no planejamento do elenco do Ceará.

A derrota por 2 a 1 para o ABC, ontem, no Estádio Presidente Vargas, não só ligou o sinal de alerta para o time cearense, como ainda serviu de aprendizado. “Precisamos ter cuidado. Quando não é possível conquistar os três pontos, é preciso valorizar um ponto. A gente não pode ser crucificado por não vencer em casa. Temos de aprender a lidar com isso, trabalhar e focar um pouco mais”, analisou o meia Ricardinho.

Jogo

Sem o astro da equipe, o atacante Magno Alves, que foi poupado, Lulinha era para explorar os flanco. Mas mal começou a partida, a bola foi lançada nas costas do lateral Hélder, do Ceará, que perdeu na corrida para Renato. O lateral-direito do ABC avançou e dentro da área tocou na saída de Jailson, 1 a 0.

O Ceará ficou atordoado com o gol e demorou para voltar ao jogo. Só aos 16min, o time cearense começou a se impor, e quase Bill empatou. Em belo cruzamento de Hélder, o camisa 9 tocou rasteiro, a bola bateu na trave, no rebate, novo passe do lateral, e o centroavante do Vovô tocou no canto, mas a bola tirou tinta da trave.

O gol de empate do Vovô só saiu em uma vacilo da zaga adversária. Aos 27min, Bill recebeu em posição legal, na esquerda, e, da linha de fundo, cruzou, o goleiro desviou levemente, a bola bateu no zagueiro Marlon e morreu nas redes: 1 a 1.

O ABC, então, saiu da defensiva e por pouco não fica novamente na frente do marcador. Dênnis Marques avançou livre e bateu forte para a bela defesa de Jailson, que espalmou para fora.

Com a igualdade, o Ceará foi pra cima. Em jogadas de bola parada e lançamentos de longa distância, mas a zaga do ABC não dava chance. Só que aos 36min, Samuel Xavier por pouco não virou o placar. O lateral chutou cruzado a bola bateu na trave, na volta, Ricardinho tocou para o gol, mas o zagueiro Suéliton evitou a virada do Vovô.

2º Tempo

Na etapa final, o ABC começou da mesma forma do primeiro tempo: explorando os contra-ataques. Com 12min já havia desperdiçado três oportunidades de marcar o segundo gol.

Com disposição, mas errando passes e sem criatividade, o time do Ceará não conseguia furar a defesa do ABC. A não ser em chutes de longe e em bolas alçadas para a área. Vendo o time cair de produção, o técnico Sérgio Soares fez a primeira mudança aos 20min. Tirou o meia Eduardo para a entrada de Gil, depois colocou Felipe Amorim na vaga de Lulinha.

No primeiro lance, Felipe marcou, mas o assistente assinalou impedimento do atacante Bill, que abriu as pernas para a bola seguir para o gol.

O treinador do Ceará ainda foi para o tudo ou nada, colocando o atacante Lima no lugar do lateral Helder, mas a forte marcação do time potiguar não dava espaço. Só que quando o empate já se encaminhava e o resultado não agradava, o ABC surpreendeu em um contra-ataque.

Em um lance duvidoso, o atacante João Henrique recebeu a bola e tocou para Renato. O lateral, com categoria, driblou Jailson, Anderson, esperou João Marcos passar e tocou para o fundo das redes fechando o duelo e garantindo a vitória: 2 a 1.

Sérgio Soares diz que time vai oscilar no Campeonato

Em entrevista coletiva, após a derrota para o ABC, o técnico do Ceará, Sérgio Soares, reconheceu que o time vai ter altos e baixos na Série B. “A gente tem de assimilar esse resultado. A gente sabe que numa competição dessa, a gente vai oscilar. Perdemos duas partidas seguidas. Estamos oscilando, então vamos ter de voltar a vencer”.

O comandante alvinegro, que foi excluído da partida por reclamar da arbitragem, ao não marcar impedimento no segundo gol do ABC, preferiu não culpar o árbitro pela derrota e reconheceu que a equipe precisa melhorar. Ele foi incisivo ao comentar o motivo do revés. “Perdemos na última bola. Pressionamos o adversário, no segundo tempo. Foi um jogo de defesa contra o ataque. O goleiro deles fez várias defesas importantes, acabamos levando o contra-ataque no final. Eles foram eficientes”, analisou Sérgio.

Sobre mais uma partida ruim no Estádio Presidente Vargas, o treinador do Ceará não deu espaço para criarem um fantasma. “Eu acho que a gente precisa de calma para analisar esse assunto. Se precisarmos jogar o segundo turno todo aqui no PV, nós vamos ter de jogar e resolver”.

Agora, o time alvinegro enfrenta na próxima rodada, sábado, às 16h10, em São Paulo, a Portuguesa. Depois, na quarta-feira, encara o Botafogo, no Rio de Janeiro, pela Copa do Brasil. Mário Kempes
Subeditor


FONTE DN

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