Aurora-CE: Só a exumação pode esclarecer rumores sobre descoberta de suposto túmulo da beata Maria de Araújo

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Desde que o túmulo da Beata Maria de Araújo foi violado na Capela do Socorro 16 anos após a sua morte ocorrida no dia 7 de fevereiro de 1914, o paradeiro dos restos mortais dela tornou-se algo desconhecido. Há alguns anos, o bispo diocesano, Dom Fernando Panico, conseguiu autorização para fazer buscas em um jazigo no Cemitério do Socorro, mas nada foi encontrado. Em maio de 2012, cartazes foram espalhados por Juazeiro do Norte com uma foto da religiosa abaixo da palavra “Procura-se”.

Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo foi a protagonista dos famosos “milagres” de Juazeiro quando a hóstia passou a se transformar em sangue na sua boca a partir do dia 1º de março de 1889. A destruição do seu túmulo se deu no dia 22 de outubro de 1930 por ordem do então vigário Monsenhor Alves de Lima para satisfazer o bispo do Crato, dom Quintino Oliveira, deixando o Padre Cícero abalado. Segundo historiadores, os restos teriam sido atirados para os lados no cemitério.

Existem informações que alguns ossos, restos de cabelo e um escapulário foram recolhidos e colocados em uma urna supostamente a pedido do sacerdote que já vivia com sua saúde debilitada aos 86 anos. O rumo desta urna se tornou um mistério. Nos últimos dias surgiram rumores de que poderia estar em um túmulo feito no interior de uma capelinha no Sítio Pavão, situado a uma distância média de 30 km para o centro de Aurora, onde o Padre Cícero possuía terras.

Somente a retirada da pedra sobre o túmulo e uma escavação podem esclarecer os fatos caso a urna seja ali encontrada. Essa exumação teria que ser autorizada pela Comarca de Aurora, podendo ser solicitada pela Diocese de Crato ou ainda por familiares da religiosa. Em Juazeiro do Norte, reside um primo da beata no caso o professor Raimundo Araújo que ainda não se manifestou sobre a possibilidade de assinar a petição. Sobre o fato em si do suposto túmulo ele não descarta a possibilidade.

O aposentado Alonso Joaquim dos Santos, de 86 anos, mora em frente à capelinha e considera a mesma um lugar sagrado. Ele historia ter sido um padre de Juazeiro que mandou sepultar e teria pedido segredo alegando se tratar do corpo de uma mulher doente e que era muito piedosa. Na entrevista concedida ao repórter Luiz Palmeira da Rádio Padre Cícero FM, Seu Alonso contou que as terras no Distrito de Ingazeiras foram compradas por seu pai, Neco Joaquim dos Santos, aos padres Salesianos.

fonte site miseria

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